sexta-feira, 18 de maio de 2007

É


É, a gente quer valer o nosso amor


A gente quer valer nosso suor


A gente quer valer nosso humor


A gente quer do bom e do melhor


A gente quer carinho e atenção


A gente quer calor no coração


A gente quer suar mas de prazer


A gente quer é ter muita saúde


A gente quer viver a liberdade


A gente quer viver felicidade...


É, a gente não tem cara de panaca


A gente não tem jeito de babaca


A gente não está com


A bunda exposta na janela


Pra passar a mão nela


É, a gente quer viver pleno direito


A gente quer é ter todo respeito


A gente quer viver uma nação


A gente quer é ser um cidadão!!!








terça-feira, 1 de maio de 2007

1 DE MAIO


O trabalho infantil é repudiado por muitos, usufruído por outros tantos e exercido por cerca de 3,8 milhões de crianças e adolescentes no Brasil, o que vergonhosamente o coloca como o terceiro país da América Latina que mais inviabiliza a infância, segundo dados da Unicef.

As causas principais são a pobreza e o desemprego crescentes, que acabam servindo como justificativa para aqueles que empregam esses jovens ou mesmo os que se defrontam diariamente com meninos vendendo balas nos sinais, engraxando sapatos nos grandes centros, entregando panfletos nos calçadões ou colhendo algodão nos campos. O fato é que muitos desses pequenos cidadãos são a favor de seu direito de trabalho, mas de forma digna, ao contrário da exploração a que são sujeitados.

A história do trabalho infantil, reconhecidamente ilegal até os 15 anos pela Constituição Brasileira, acompanha a própria trajetória do país enquanto colônia, quando crianças descendentes de negros e índios eram obrigadas a incrementar a mão-de-obra das fazendas. De lá para cá, expandiram-se as "possibilidades de trabalho", passando pelos malabaristas de sinal, o engraxate, o vendedor de balas, até chegar aos "soldados" e os "aviões" recrutados pelo tráfico.

É tão comum presenciar crianças sendo exploradas nas ruas pelos próprios responáveis que ficam de longe monitorando a " produção " de seus " funcionários".

Hoje, dia 1 de maio, enquanto muitos celebram o dia do trabalhador com suas famílias , muitas crianças estão pelos canaviais, olarias, carvoarias, sinais de trânsito , calçadas mendigando para o sustento ( na maioria dos casos, do vício) de seus algozes...Este é tão e somente mais um capítulo na história deste país , que ainda sustenta o lema " Brasil, um país de todos".





Esta imagem não representa nada mais do que um tiro no futuro.








Porque as crianças trocam a escola pelo lixo???






As 45 mil crianças e adolescentes brasileiros que trabalham no lixo são filhos de famílias muito pobres. Eles ajudam seus pais a catar embalagens plásticas, papéis, latinhas de alumínio. Separam vidros e restos de comida. Carregam pesados fardos, empurram carroças. São meninos e meninas de todas as idades. Ganham de R$ 1 a R$ 6 por dia, mas o trabalho que fazem é fundamental para aumentar a renda de suas famílias.



O trabalho desses meninos e meninas é desumano. Nos lixões, ficam expostos a cacos de vidro, ferros retorcidos, alimentos contaminados por resíduos químicos e até agulhas usadas em hospitais - segundo o IBGE, 74% dos municípios brasileiros depositam lixo hospitalar a céu aberto e apenas 57% separam os dejetos nos hospitais.



Embora os meninos e meninas que trabalham no lixo não tenham vida de criança, eles não conseguem deixar de lado a brincadeira. Entre garrafas e latinhas de alumínio, os meninos e meninas buscam e encontram nos lixões os brinquedos que seus pais não podem comprar. No lixão de Campo Grande, por exemplo, o segundo material mais coletado são as bonecas e os carrinhos. Representam 16% de tudo o que se tira do lixo.

A exploração do trabalho infantil é proibida pela Constituição Brasileira, mas isso não impede que todos os dias crianças e adolescentes trabalhem em semáforos, ônibus e esquinas da cidade vendendo jornais, doces, bebidas, frutas, engraxando sapatos e limpando vidros em troca de algum dinheiro. Em geral, os atrativos das ruas motivam crianças e jovens a deixarem de freqüentar as escolas, provocando a evasão escolar.

O Estatuto da Criança e Adolescente (ECA), em seu capítulo 5, proíbe qualquer tipo de trabalho a menores de 14 anos, a não ser na condição de aprendiz. É considerada aprendizagem a formação técnico-profissional. A condição de adolescente aprendiz garante direitos previdenciários e trabalhista a esse público, mas isso não costuma acontecer.